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PARALIMPÍADAS RIO 2016

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2Clara está com 4 anos e já começa a questionar o que consegue ou não fazer. Me pergunta como faz para subir escadas, como faz para andar de patinete, etc.  Não são questionamentos com sofrimento, são apenas dúvidas.

O pai joga tênis e comprou uma raquete para ela. Clara logo perguntou como faria já que não fica em pé. Mostramos fotos e vídeos de jogadores de tênis em cadeira de rodas.

Com as Paralimpíadas acontecendo aqui tão pertinho da gente resolvemos que seria uma ótima oportunidade pra ela poder ver atletas se superando nos esportes e nas pequenas trivialidades do cotidiano também.

Nos hospedamos num hotel na Barra da Tijuca e logo na entrada ficamos felizes ao ver tantos cadeirantes circulando por ali. Pessoas de várias partes do mundo com família e amigos.

No primeiro dia fomos assistir ao basquete no Parque Olímpico. Fomos de táxi e estava tudo super organizado e acessível. Banheiros, lojas, voluntários com sorriso no rosto e super prestativos.

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3Compramos o mascote do evento – o Tom – e Clara ficou lá brincando e observando. Ela ainda não entende as regras do jogo, mas gosta de fazer cestas e acho que inconscientemente vai absorvendo um pouco de tudo.

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Passeamos pelo Parque, pela Megastore (claro!rs) e voltamos para o hotel.  Ainda sobrou ânimo para um programinha noturno.  Tínhamos reserva no Olympe (restaurante do Claude Troisgros). A comida estava maravilhosa porém… nota zero para acessibilidade. Degraus na porta sem nenhuma rampa móvel e impossível chegar até o banheiro.

No segundo dia resolvemos fazer um programa turístico pela manhã e fomos até o Bondinho do Pão de Açúcar. Foi tudo perfeito: elevadores, rampas para os vãos do bondinho e a vista do Rio lá de cima dispensa comentários.

Depois do almoço fomos até o Engenhão (Estádio Olímpico João Havelange) ver as provas de atletismo. Novamente usamos o táxi, então o acesso foi bem fácil. Eu nunca tinha ido a um estádio assim e fiquei encantada! Assistimos provas de corrida, atletismo em cadeira de rodas  masculino e feminino, arremesso de peso e de dardos. É realmente emocionante participar de tudo isso de perto!

Clara sirigaiteou pra todo lado e foi filmada por algum cinegrafista que fez imagens lindas mas não tenho a menor ideia para onde elas irão!

Não vamos ao Rio de Janeiro com frequência mas achamos tudo muito bem organizado, limpo e seguro. O único problema para os cadeirantes é que a grande maioria dos táxis, uber e até serviços particulares utilizam gás como combustível e o cilindro ocupa uma parte grande do porta-malas fica quase impossível colocar uma cadeira de rodas lá dentro.

Andamos em poucas calçadas, a maioria na orla da praia com rampas, mas imagino que o Rio tenha o mesmo problema do restante do Brasil: buracos, falta de rampas e piso inadequado.

A experiência com a Clara foi maravilhosa, viajar ensina muito pra todos nós e fiquei muito feliz e grata em poder proporcionar essa experiência pra ela. Por mais que ela seja muito pequena, tenho certeza que tudo que presenciamos ficará guardadinho em algum lugar.