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Parque da Água Branca

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fullsizerender-8Neste final de semana estivemos no Parque da Água Branca visitando a Feira de Gastronomia Orgânica. Costumávamos ir muito quando a Clara era menor, mas já fazia um tempinho que não passeávamos por lá.fullsizerender-7

Eu adoro esse parque. Tem galinhas, patos, peixes, cavalos e até equitação adaptada para crianças com necessidades especiais. O parque não está sendo cuidado como deveria, realmente um pouco abandonado, com muitos pombos…. mas as crianças adoram. Clara adora o pavão desde pequena – toda vez ele abre a sua cauda perto dela e ela fica encantada.

Há vagas especiais no estacionamento e ele é, podemos dizer, um parque acessível.  O parquinho foi reformado recentemente, mas notamos que não há um balanço para crianças pequenas ou para quem, assim como a Clara, precisa de um apoio nas costas para não correr o risco de cair.

Pensando em prós e contras, o Parque da Água Branca ainda pode ser um passeio bacana para todos! E fica o alerta da necessidade de mais cuidado…

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O site oficial é: http://parqueaguabranca.sp.gov.br/

Pequenos leitores

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A criança precisa ter acesso aos livros para “conhecer outros mundos”, para ouvir histórias diferentes, para estimular a imaginação, para reconhecer imagens e para tantas outras coisas positivas.
Aqui em casa, desde que Clara era um bebezinho, eu, a tia Andrea (que é apaixonada por livros) e a família toda incentiva muito este hábito.
foto-leitura-3Lembro bem que o primeiro livro que a Clara se interessou foi o Gildo (Silvana Rando, ed. Brinque Book). As ilustrações são simples e fofas. Gildo é a história de um elefante que tem medo de bexigas, algo que vejo bastante nas crianças. E todo mundo adora esse elefantinho!
Penso que não é preciso ter uma biblioteca gigante em casa – as livrarias hoje têm um setor infantil onde as crianças ficam lá, escolhem seus livrinhos e leem à vontade.
A leitura fortalece ainda mais os vínculos com pais, tios, avós e aumenta o vocabulário. Quem aí já leu o O Grúfalo (Julia Donaldson, ed. Brinque Book)? A descrição dele no livro é ótima e as crianças adoram repetir!
Livrinhos também mostram histórias de inclusão e de amor: como Flicts (do Ziraldo, ed. Melhoramentos) e O Coelho sem Orelhas (de Klaus Baumgart e Til Schweiger, ed. Panda Books) que falam sobre diferenças. O Grande e Maravilhoso Livro das Famílias (de Mary Hoffman e Ros Asquith, ed. SM) ajuda as crianças (e por que não os adultos?) a compreenderem os diferentes tipos de lares.
Como disse o autor de livros infantis, Ilan Brenman: a literatura faz a gente compreender que a vida não é fácil. A vida é muito difícil e cheia de obstáculos como bruxas, etc… Mas você vai conseguir!
E, é claro, uma criança que é incentivada a ler e a leitura faz parte da sua rotina, será um adulto que lê também!

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Ah: um canal do YouTube que a gente adora aqui em casa é a Fafá Conta:
https://www.youtube.com/channel/UC9fxSdFjcz5QWDEhYCk_k1w
Ah (x2): Vejam o blog da “tia” Andréa, que bacana que é. É sobre literatura: http://paginasdarelva.blogspot.com.br/

Zip Zac

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Clara usa cadeira de rodas desde os 2 anos de idade. Na época pensei em comprar pra ela um Zip Zac, esse carrinho aí da foto (www.zipzac.com). Existem 2 tamanhos: um para crianças de 1 a 3 anos e outro para crianças de 2 e meio até um pouco maiores que 5.

Ele é super prático e dá mobilidade deixando a criança perto do chão. Mas pensei que isso pudesse desestimula-la a se arrastar, engatinhar e acabar atrasando um pouco mais a parte motora. Assim acabei deixando essa ideia de lado.

Há pouco tempo estive na casa de uma amiga em Belo Horizonte,  Clara provou um carrinho similar e adorou.  Resolvemos que seria uma boa hora e ela ficou feliz da vida.

Para pessoas que moram em casa com quintal acho um ótimo investimento.  Evitam que se machuquem e ao mesmo tempo elas podem ter agilidade para brincar com outras crianças.  Ele também pode ser bem interessante para os primeiros anos na escola, mas aí eu particularmente  prefiro a cadeira de rodas (conto em outro post).

O carrinho que a Clara fez o test drive foi esse aqui: www.fireflyfriends.com e se chama Scooot.

 

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Agora, se você tem um marido, tio, vizinho ou amigo que tenha um “Q” de professor pardal, já vi Bumbos www.bumbo.com  (esse vende no Brasil), super bem adaptados.

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PARALIMPÍADAS RIO 2016

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2Clara está com 4 anos e já começa a questionar o que consegue ou não fazer. Me pergunta como faz para subir escadas, como faz para andar de patinete, etc.  Não são questionamentos com sofrimento, são apenas dúvidas.

O pai joga tênis e comprou uma raquete para ela. Clara logo perguntou como faria já que não fica em pé. Mostramos fotos e vídeos de jogadores de tênis em cadeira de rodas.

Com as Paralimpíadas acontecendo aqui tão pertinho da gente resolvemos que seria uma ótima oportunidade pra ela poder ver atletas se superando nos esportes e nas pequenas trivialidades do cotidiano também.

Nos hospedamos num hotel na Barra da Tijuca e logo na entrada ficamos felizes ao ver tantos cadeirantes circulando por ali. Pessoas de várias partes do mundo com família e amigos.

No primeiro dia fomos assistir ao basquete no Parque Olímpico. Fomos de táxi e estava tudo super organizado e acessível. Banheiros, lojas, voluntários com sorriso no rosto e super prestativos.

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3Compramos o mascote do evento – o Tom – e Clara ficou lá brincando e observando. Ela ainda não entende as regras do jogo, mas gosta de fazer cestas e acho que inconscientemente vai absorvendo um pouco de tudo.

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Passeamos pelo Parque, pela Megastore (claro!rs) e voltamos para o hotel.  Ainda sobrou ânimo para um programinha noturno.  Tínhamos reserva no Olympe (restaurante do Claude Troisgros). A comida estava maravilhosa porém… nota zero para acessibilidade. Degraus na porta sem nenhuma rampa móvel e impossível chegar até o banheiro.

No segundo dia resolvemos fazer um programa turístico pela manhã e fomos até o Bondinho do Pão de Açúcar. Foi tudo perfeito: elevadores, rampas para os vãos do bondinho e a vista do Rio lá de cima dispensa comentários.

Depois do almoço fomos até o Engenhão (Estádio Olímpico João Havelange) ver as provas de atletismo. Novamente usamos o táxi, então o acesso foi bem fácil. Eu nunca tinha ido a um estádio assim e fiquei encantada! Assistimos provas de corrida, atletismo em cadeira de rodas  masculino e feminino, arremesso de peso e de dardos. É realmente emocionante participar de tudo isso de perto!

Clara sirigaiteou pra todo lado e foi filmada por algum cinegrafista que fez imagens lindas mas não tenho a menor ideia para onde elas irão!

Não vamos ao Rio de Janeiro com frequência mas achamos tudo muito bem organizado, limpo e seguro. O único problema para os cadeirantes é que a grande maioria dos táxis, uber e até serviços particulares utilizam gás como combustível e o cilindro ocupa uma parte grande do porta-malas fica quase impossível colocar uma cadeira de rodas lá dentro.

Andamos em poucas calçadas, a maioria na orla da praia com rampas, mas imagino que o Rio tenha o mesmo problema do restante do Brasil: buracos, falta de rampas e piso inadequado.

A experiência com a Clara foi maravilhosa, viajar ensina muito pra todos nós e fiquei muito feliz e grata em poder proporcionar essa experiência pra ela. Por mais que ela seja muito pequena, tenho certeza que tudo que presenciamos ficará guardadinho em algum lugar.